A comunicação faz parte da vida e sem ela não existiríamos. Nossas células se comunicam entre si, nossos órgãos também.
Usando uma "linguagem" bem específica, um bebê comunica aos seus cuidadores as suas necessidades básicas e nós seguimos interagindo na sociedade que construimos por meio da própria comunicação.
Essa importante ferramenta, porém, nem sempre é utilizada de forma sábia e eficaz causando transtornos que poderiam ser evitados.
Na área da saúde, por exemplo, onde o psicológico é muito solicitado, uma boa comunicação pode amenizar os impactos emocionais naqueles que se encontram fragilizados por não estarem bem, fisicamente falando, ou vivem em constante tensão, como os médicos e enfermeiros.
Por isso os gestores da área precisam tomar muito cuidado na hora de definir os protocolos de comunicação que podem facilitar os processos ou trazer prejuízos de pequenas ou grandes proporções.
Para exemplificar, tomo um fato que aconteceu comigo em uma unidade de saúde pública da cidade de Salvador, na qual não havia a especialidade desejada, mas o atendente não sabia dizer onde encontrá-la. Nem mesmo indicar uma fonte segura para obter a informação.
Em outro momento, o atendente de outra unidade afirmou que não seria possível ter acesso ao serviço de fisioterapia por meio do SUS, fato esse negado pela clínica indicada para marcar o serviço.
Onde fica o cidadão que necessita de atendimento? Quanto tempo perdido, quanto desgaste desnecessário, sem falar do custo emocional pago por quem fica no meio de informações contraditórias... Bastava apenas algumas orientações, claras e elucidativas, para que o tempo do cidadão fosse respeitado e ele soubesse, ao menos, como proceder para resolver problemas que nem sempre podem esperar.
Sigo, então, com a pergunta: o que estamos fazendo com o poder que nos foi dado de usarmos a comunicação como nenhuma outra espécie do planeta? É o que gostaria de saber...

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