Esqueça a ideia de construir uma carreira linear depois que você fizer a sua graduação, trabalhando oito horas por dia até se aposentar. Os tempos são outros.
Se, no passado, o trabalhador migrou do campo para a indústria e desta para o setor de serviços, agora ele está sendo desafiado a mudar a si mesmo.
Sim, porque além do desafio do trabalho remoto, evidenciado nesses tempos de pandemia, continuar estudando parece ter virado palavra de ordem. Esse estudo, porém, não se limita à técnica, pois mesmo quem domina as novas tecnologias está sendo convidado a pensar, já que as máquinas se encarregarão de processar resultados em uma velocidade cada vez maior. Diante desta realidade, o que fazer então, senão verificar qual a melhor maneira de empregar o que as máquinas processam?
Não por acaso, empresas estão voltando o olhar para a parte que falta nos robôs: a nossa humanidade, aquela que, além de nos capacitar para a tomada de decisões, imprime ética e responsabilidade pelas escolhas que fazemos. Por isso, o trabalhador do futuro precisa estar atento a questões que dizem respeito ao autoconhecimento e ao cuidado com o outro, pilares de uma nova sociedade.
Silvana Lima é a criadora da Ponte Comunicação. Amante da escrita e das artes, tem formação superior nas áreas do Ensino e de Eventos (professora e tecnóloga, respectivamente) e também é apaixonada por cultura, meio no qual atuou assessorando a comissão multicampi na criação do primeiro Plano de Cultura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). Atualmente, estuda Administração no mesmo Instituto. Na comunicação, foi responsável pela produção de jornais para o segmento educacional e católico - Arquidiocese de Salvador, além de um site de diversidades (@silvana_lima_bahia).


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