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A ECONOMIA DEFINE NOSSOS HÁBITOS OU ELA SÓ OS REVELA?



É certo que somos seres influenciáveis e que, muitas vezes, sucumbimos às artimanhas do mercado, que tem lá suas "armas" para atrair e convencer consumidores, especialmente  os mais desatentos.

Propagandas pulam nos nossos colos através das redes sociais e nos perseguem até que, cansados e/ou tentados, cedemos.

Não por acaso, um dado curioso chama a atenção nesta época de pandemia: o consumo de vestuário aumentou, mesmo com muita gente em casa, para evitar a proliferação do Coronavírus.

Mas o que mesmo nossos gastos revelam sobre nós e nossos negócios? Priorizamos investimentos? O nosso perfil está mais para o cauteloso do que para o conservador? Nos desenvolvemos ao longo do tempo ou estacionamos em um determinado padrão? Temos medo de crescer?

Estas e outras perguntas podem ser, senão respondidas, mais ao menos verificada pelo viés da economia. Se o mercado usa de recursos para vender seus produtos e serviços, as famílias apóiam ou não tais recursos a partir da sua maneira de pensar e agir.

Ao longo do tempo, os hábitos dos brasileiros têm mudado aos poucos e isso tem impactado na economia. Há cerca de dez anos, quase não existiam alimentos integrais em larga escala nos mercados. Hoje, esses produtos têm gôndolas próprias.

O nível de fidelidade às marcas também diminuiu, e os critérios para escolha estão se modificando. No lugar do status, a consciência vem ganhando corpo e o valor verdadeiramente agregado à marca tem sido levado em conta.

O preço continua falando alto e, com muito mais informações, as pessoas estão buscando analisar as ofertas antes de decidir.

Apesar desse novo cenário, ainda são muitos os que, levados por impulso, desequilibram os seus orçamentos chegando a comprometer a sobrevivência de toda a família.

O americano Richard Thaler abordou a economia comportamental no trabalho que lhe rendeu o Nobel de Economia em 2017, no qual ele uniu economia e psicologia.

Analisando a tomada de decisão econômica, Thaler mostrou as consequências da racionalidade limitada, da falta de autocontrole e até das preferências sociais nos resultados individuais e também do mercado financeiro como um todo. 

Independentemente de quem somos e do que queremos para nós, porém, saber lidar com dinheiro é importante para uma vida saudável, não só financeiramente falando, mas em todos os sentidos.



Silvana Lima é a criadora da Ponte Comunicação. Amante da escrita e das artes, tem formação superior nas áreas do Ensino e de Eventos (professora e tecnóloga, respectivamente) e também é apaixonada por cultura, meio no qual atuou  assessorando a comissão multicampi na criação do primeiro Plano de Cultura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). Atualmente, estuda Administração no mesmo Instituto. Na comunicação, foi responsável pela produção de jornais para o segmento educacional e católico - Arquidiocese de Salvador, além de um site de diversidades (@silvana_lima_bahia).

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